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Comunicação

Procon Municipal divulga pesquisa de preços para o Carnaval

Valores dos artigos carnavalescos podem variar em até 349% no comércio. O órgão vai fiscalizar lojas de fantasia em operação de carnaval

Publicado em: 17 de fevereiro de 2020 às 11:52 | última atualização: 17 de fevereiro de 2020 às 11:52

O Procon Municipal realizou uma pesquisa com a média de preços de 28 produtos de carnaval, entre acessórios e fantasias, em seis lojas da capital entre os dias 05 e 11 de fevereiro. Os valores dos itens podem variar em até 349,43%, dependendo do local de compra, modelo e marca dos produtos.  

O item com maior variação de preço foi as ombreiras de fita.  As ombreiras de carnaval tiveram um aumento de 349,43%. Podem ser encontradas de R$ 8,90 até R$ 40,00. Já as tiaras com flores apresentaram uma variação de 218,84%. O menor preço foi R$ 6,90 e o maior de R$ 22,00. Se o consumidor quiser economizar, uma opção de adereço que teve menor variação foi a Diadema com luz de led. O preço varia de R$ 8,90 a R$ 10,00.

A pesquisa constatou que o saco de confetes subiu 300%. O produto custa entre R$ 2,00 a R$ 8,00.  As fantasias infantis prontas também apresentaram grande variação de preço.   As diferenças ocorrem dependendo do personagem e do modelo do produto. As fantasias infantis podem ser encontradas entre R$ 50,00 e R$ 175,00.

 As fantasias adultas estão custando entre R$ 160,00 e R$ 350,00. A saia de tule pode ser encontrada de R$ 25,00 a R$ 35,00. O preço mais estável é do glitter que pode ser encontrado nas lojas da capital a partir de R$ 2,50.  

Confira aqui a pesquisa completa

Na hora da compra

Para os foliões não caírem nas “ciladas do consumo” durante as festas, o Procon Goiânia preparou algumas dicas para quem vai adquirir adereços carnavalescos, comprar ingressos, viajar e até mesmo reservar uma acomodação em hotel. Veja se os produtos dos anos anteriores podem ser reutilizados e, se realmente for comprar algo novo, faça uma pesquisa de preço e qualidade para não ficar no prejuízo. Para quem vai presentear, certifique-se quanto a medida correta da pessoa, e veja com o vendedor a política de troca que a loja estabelece, ela tem que estar em conformidade com o Art. 18 do Código de Defesa do Consumidor, que trata da responsabilidade por vício do produto e do serviço.

Comprovantes

Exija sempre e guarde a nota fiscal/recibo, pois são esses documentos que comprovam a compra e garantem a troca de produtos que apresentarem defeitos. As informações que devem estar descritas na nota são valor, data, nome ou CNPJ do estabelecimento.

Ingressos

Verifique se o bilhete está com informações de local, horário e data do evento. Se os dados conferem com as que você solicitou no ato da compra, e se foram os mesmos informados nos anúncios publicitários.

Abadás e blocos carnavalescos

Em relação a esses itens, o Procon Goiânia recomenda observar se nos preços destes serviços estão inclusos serviços como bebidas, comidas, petiscos e similares. Também é importante observar se no contrato há ainda algum tipo de seguro para casos de emergências, imprevistos ou mesmo assistência médica no local da folia.

Viagens

Verifique com muito cuidado os pacotes de turismo ou passeio. Leia atentamente o contrato e condições de cancelamento, guarde uma via do contrato datada e assinada e todos os anúncios e folhetos publicitários que foram publicados. Para pacotes de viagens é importante verificar o custo e os serviços inclusos, bem como custo adicional ou taxa extra. Quanto a hospedagem, deve-se perguntar se o pacote garante um hotel específico ou qualquer hotel dentro de uma mesma categoria.

Consumo de bebidas/alimentos

Os foliões que forem consumir bebidas ou alimentos em bares e restaurantes, devem ficar atentos a validade do produto e a qualidade da embalagem, em casos de bebidas como latas. Exija a nota fiscal, nela o consumidor poderá conferir o valor total do consumo e se não foi inclusa nenhuma taxa adicional.

Artigos importados

Para os produtos vindos do exterior, as embalagens devem conter texto com informações sobre o produto em língua portuguesa para que o consumidor tenha real conhecimento do que está adquirindo.

Atenção a esses produtos

Espuma/spray, lantejoulas, paetês, serpentina, confetes, buzinas, tintas, pincéis, máscaras e pequenos utensílios: São produtos que devemos observar bem se na embalagem constam identificações como a idade de uso de segurança, data de validade e composição química. Observe se o produto possui o selo do INMETRO. Detalhes que vão garantir a certeza da qualidade.

Os artigos que são disponibilizados em frascos de alumínio ou de lata devem ser armazenados lacrados. Verifique se não estão amassadas ou com ferrugens. Fique atento à procedência, leia as informações do rótulo e confira a quantidade indicada na embalagem.

 Para as roupas, é necessário ficar atento à etiqueta têxtil, que é obrigação da fábrica. Nela devem constar as informações sobre a composição do produto e a origem. Quando se trata de uma peça infantil, os pais devem evitar cordões que podem sufocar a criança e peças pequenas que podem causar engasgamento, como pequenos botões e lantejoulas. Já as máscaras e acessórios são consideradas brinquedos, ou seja, precisam ter o selo de certificação do Instituto Nacional de Pesos e Medidas para serem comercializadas.

Operação Carnaval

 O Procon Goiânia realiza durante esta semana fiscalização em diversos estabelecimentos comerciais da Capital. O objetivo da ação, conforme o superintendente do órgão, Walter Silva, é verificar se os locais possuem documentação necessária para seu funcionamento e se cumprem as determinações previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

 A equipe de fiscalização do órgão vai percorrer lojas que vendem artigos para o carnaval. Os fiscais vão verificar se os produtos apresentam data de validade e informações sobre a origem. Também vão fiscalizar se os estabelecimentos fornecem ao consumidor o telefone e endereço do Procon. Se devolvem o troco corretamente ao cliente. Os preços estão visíveis ao consumidor e se o local possui exemplar do CDC para consulta.

O estabelecimento que for pego praticando alguma irregularidade estará sujeito a multas que variam de R$ 684 a R$ 10 milhões, dependendo da gravidade da infração.

Anderson Clemente, da editoria de Defesa ao Consumidor